sábado, 13 de fevereiro de 2016

Resenha: "Amy & Matthew"

Publicado em 2014 pela editora Galera Record. O título original da obra da autora Cammie McGovern é "Say what you will" (Diga o que quiser), mas adotado aqui no Brasil o título "Amy & Matthew". Eu, particularmente, acho que o titulo original seria bem mais interessante.


"Você quer a história completa, mas não se dá conta: é impossível contar a história completa. Você provavelmente pensa que só tem a ver com sexo, mas é aí que você se engana. Tinha a ver com amor. E com você. Principalmente com você. Outras pessoas olhariam para mim e considerariam o sexo um ato impossível, mas o amor, não. Acontece que são ambos possíveis e ao mesmo tempo impossíveis."


Os personagens principais são Amy & Matthew (meio óbvio, não?). Amy é uma garota muito, muito, muito, inteligente, mas poucas pessoas sabem disso. Seus amigos se reduzem apenas aos professores. Sua vida está presa a um andador. Sim, Amy é uma deficiente física. Ela tem dificuldades de locomoção, uma parte do seu corpo não corresponde aos seus comandos e Amy não pode falar. Para se comunicar ela usa um aparelho ao estilo Stephen Hawking, ela escreve e o computador fala. Devido as suas dificuldades, Amy nãi tem nenhum amigo na escola.

Por outro lado temos Matthew, um cara normal. Apenas fisicamente. Após o divórcio de seus pais, durante a sua adolescência, Matthew acaba desenvolvendo TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), ele tem mania de lavar as mãos diversas vezes até o cotovelo, tem medo excessivo de germes, anda nas pontas dos pés, conta objetos pares, lê diversas vezes a mesma página de um livro com medo que tenha deixado escapar alguma coisa e tem pesadelos ao pensar que pode machucar alguém sem querer. Ele acreta que ninguém sabe do seu problema, mas ele mesmo não admite ter um.

Então Amy propões a sua mãe super controladora que eu detesto, que precisa fazer amigos. Afinal, esse era o último ano do colegial e ela não conhecia ninguém.A proposta foi de contratar alunos para serem seus auxiliares durante o dia, para ajudar Amy a fazer o que ela não conseguia fazer sozinha. Depois de um longo processo seletivo (Sim, um processo seletivo), Amy tinha quatro novos auxiliares, que esperava que se tornassem amigos e esperava que eles ajudassem ela a fazer amigos também. Um deles era Matthew.

E eis então que a treta toda começou, por assim dizer. Amy e Matthew se tornaram amigos com uma gigante facilidade e é muito legal ver a evolução desses dois personagens no decorrer da trama. Cada um tem suas limitaç~ies, cada um tem seus problemas, mas juntos, eles se completam, eles se fazer bem.

Eu me surpreendi bastante com o final, não foi nenhum pouco do que eu esperava. Quem não leu, precisa muito ler.